Foi uma grande partida. De um lado todo o sentimento de revanche contra o 7 x 1 da Copa do Mundo de 2014, de outro, a frieza de um gigante que também brigava pelo primeiro ouro em Jogos Olímpicos. Mas o Brasil estava em casa. Era a sua torcida, em maioria nas arquibancadas, empurrando um time de meninos que amadureceu na competição. Um time com grande expectativa, posto em dúvida após os dois primeiro jogos. Pois eles se calaram para os microfones e resolveram responder dentro de campo. Jogadores foram alterados e a postura em campo mudou. Boas atuações, os gols que se esperavam, a felicidade de um futebol leve voltou a campo e cativou os torcedores que passaram a apoiar. Chegou-se assim a final.
A partida inteira foi um jogo de gigantes. O equilíbrio ficava evidente também no placar. Neymar, em belíssima cobrança de falta, fez o gol do Brasil, ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar, foi a vez de Meyer, o camisa 7, igualar tudo. E assim se encaminhou o jogo até as cobranças de penâltis. Toda a frieza alemã não foi capaz de evitar que Weverton brilhasse para defender a 5ª cobrança, de Petersen. Toda a responsabilidade, recaiu então sobre o capitão, camisa 10, Neymar. E, com calma, ele se encaminhou para a goleira de Horn e marcou para explosão da torcida e seu próprio choro.
Mais do que o ouro, essa Seleção Olímpica ganhou a torcida brasileira. Por anos, decepcionada com resultados e atuações, vê novamente a esperança em um time que soube se reinventar dentro de uma competição, crescer e conquistar a tão desejada medalha olímpica de ouro. Esses meninos trazem de volta um sentimento maior, talvez, uma nova era no futebol brasileiro.
Foto: Globoesporte.com

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