No primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores da América, o Grêmio foi surpreendido, na Arena, e perdeu por 1 x 0 do Rosário Central. O time argentino foi superior jogando contra uma equipe ansiosa. Foi uma das piores atuações do tricolor no ano: uma noite para apagar.
Depois de uma das melhores atuações do Grêmio na temporada - contra o Juventude no domingo -, o tricolor não teve pernas para se impor dentro de casa. Começou o jogo afobado, sabendo da importância de um bom resultado. Mas encontrou no rival uma equipe com postura ofensiva, que veio a Porto Alegre buscar uma vantagem para a classificação. E conseguiu.
Durante os 90 minutos de bola rolando, o Rosário tentou dominar a partida. Com excelente marcação conseguia induzir o Grêmio ao erro e não deixar que o time de Roger Machado conseguisse tocar a bola. Aos 15 minutos, em falha da zaga, Ruben abriu o placar. Após o gol, o Grêmio tentou uma reação e, por alguns minutos, trouxe o jogo para dentro de seu campo de ataque. Mas com nervosismo, não conseguiu ser eficiente. Nem Bolaños, que voltou a titularidade, conseguiu balançar a rede, na melhor chance de ataque gremista da partida. Com 43 minutos, um grande susto para os tricolores: belo chute de fora da área, surpreendeu o goleiro Marcelo Grohe, que estava adiantado, e explodiu no travessão. O segundo tempo não foi muito diferente, os argentinos até esperaram para jogar no contra-ataque, mas mantendo a forte marcação, dificultou o jogo de um Grêmio cada vez mais apreensivo e acuado. Em uma partida tensa e truncada, com muitas interrupções, faltou paciência e tranqüilidade para o Grêmio e também para a torcida, que não poupou vaias.
Com campanhas semelhantes e com estilo de jogo parecido: troca de passes rápidos, velocidade e posse de bola, era para ter se visto uma partida muito mais equilibrada. Por isso, é possível sim que no jogo de volta, na próxima quinta-feira, o Grêmio consiga reverter o placar. Principalmente, se puder contar com a volta do zagueiro Geromel e considerando que terá a semana inteira de preparação, já que está eliminado do Gauchão e não joga neste fim de semana.
Aliás, tem se ai, dois fortes fatores de terem influenciado na péssima atuação que se viu hoje. Primeiro, é inadmissível que a direção com departamento médico não tenham vacinado seus jogadores contra a caxumba, no início do ano, ou, no máximo, quando o primeiro caso, do Luan, aconteceu. Sim, agora o plantel está vacinado. Depois de afastar CINCO jogadores pela doença infecciosa. Segundo, faltou planejamento. Não é caso de priorizar uma competição ou outra. É conhecer cada um de seus jogadores e saber aqueles que tem condições de jogar duas vezes na semana e os que não tem, substituir pelos reservas ou pela base. O capitão Maicon, por exemplo, já declarou que é desumano atuar em duas partidas em uma semana! Grêmio x Toluca era prioridade. Que tivesse batido o pé contra a Federação Gaúcha de Futebol e não aceitasse jogar apenas 48h depois. Ou que empregasse o esforço de correr atrás do resultado no domingo no buscar resultado na quinta e pudesse descansar antes da decisão da taça continental. Era visível depois da partida do 3 x 1 que não tinha sobrado fôlego para a noite de quarta. Assim como, eliminado, pode se preparar física e psicologicamente para na próxima quinta, na Argentina, jogar com o empenho e a garra do último domingo.
Foto: fanpage Futebol da Gaúcha

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