quarta-feira, 30 de março de 2016

Resultado aceitável, atuação ruim

Em jogo ruim, depois de estar perdendo por 2 x 0, o Brasil conseguiu buscar o empate contra o Paraguai. A seleção de Dunga é agora a 6ª colocada nas Eliminatórias da Copa, fora da zona de classificação e da repescagem.
Apesar do resultado não ter sido ruim - um ponto conquistado contra adversário direto - o futebol apresentado pelo Brasil preocupa. Com um coletivo fraco, não apresenta boas atuações e os destaques individuais parecem sumir dos jogos. É um time apagado, sem brilho.
O primeiro tempo teve um Brasil fraco em campo, que não conseguia chegar com qualidade no ataque e foi salvo por, pelo menos duas vezes, pelo goleiro Alisson e, em outras, pela pontaria não muito certeira dos adversários, que só abriram o placar aos 40 minutos. Para a etapa complementar, o técnico Dunga tirou um volante, Fernandinho, para voltar com o atacante Hulk. Resultado: em três minutos o Paraguai ampliou. Mas a partir daí, os paraguaios pareceram cansar da partida e se acomodaram. O Brasil aumentou a posse de bola, segurando o jogo no seu campo de ataque. Mesmo sem ser superior e dominar o jogo, conseguiu o empate nos acréscimos.
Foi um grande resultado para uma péssima atuação. E é limitado pensar que é uma safra ruim na Seleção Brasileira. Quantas outras eram postas assim e com um bom comandante mostraram ser apenas falta de ajustes e até troca de peças.
Tite tinha um grande time no Corinthians campeão de 2015, mas já vem mostrando bons resultados com um grupo praticamente novo. É um técnico estudioso, campeão. Para uma boa preparação para a Copa de 2018 (apesar de não estar classificado no momento, é realmente improvável que o Brasil não conquiste vaga) essa seria a hora ideal de entregar a casamata pra quem já deveria ter assumido depois dos 7x1, em 2014.

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