O colorado vê as coisas saírem do controle após sofrer goleada histórica de 5 x 0 no GreNal 407. Mas é preciso concordar que os anúncios dessa catástrofe vinham já na disputa da Taça Libertadores da América. Na parada para a Copa América, o Inter era um time com excelente elenco, embalado, com vitórias ditas com sorte de campeão. Nesse mais de mês de parada, titulares foram poupados nos jogos pelo Brasileirão e o time chegou a figurar na zona de rebaixamento. Ora, a equipe precisa de entrosamento, o time de resultados na competição brasileira por que praticamente liberar importantes jogadores? Eis que o maior receio se confirmou: após as férias, o Inter foi eliminado nas semifinais da Libertadores pelo Tigres, do México. A derrota, no Estádio Universitário de Monterrey, depois de conquistar boa vantagem no primeiro jogo, disputado no Beira-Rio, foi responsável por clima irrecuperável no vestiário. A partir daí o efeito dominó se intensificou: grandes nomes do elenco foram negociados; há três dias de um GreNal, o técnico Diego Aguirre foi demitido; a derrota histórica.
Chega-se, com tudo isso, as impensadas declarações do presidente Vitório Piffero a cerca das tentativas de contratar um novo técnico. O sonho de Piffero, Muricy Ramalho, está em ano sabático e, por cuidados com a saúde, pretende voltar a casamata apenas em 2016. Mano Menezes afirma que não trabalha com o presidente colorado; Abel Braga está no Al Jazira, que inclusive tenta a contratação do capitão e vencedor de 10 títulos com a camisa do saci, D'Alessandro. O argentino Jorge Sampaoli, atual campeão da Copa América pelo Chile, também foi sondado, mas não aceitou as propostas e deve permanecer na seleção até 2018, ano da Copa do Mundo da Rússia. A tratativa desta quarta-feira passou por Argel Fucks, zagueiro do Inter nos anos 1990 e atual técnico do Figueirense, que não aceitou contrato de apenas 4 meses, oferecido pela equipe gaúcha como forma de esperar por Muricy. Cada vez mais fechado o cerco do colorado por um bom líder, Piffero pode ter complicado ainda mais a situação ao declarar que o "prazo do contrato será proporcional ao nome do técnico do Inter".

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