O jogo começou morno e sem a intensidade, de nenhum dos lados, que os colorados impuseram aqui no Beira-Rio na quarta-feira da semana passada. Mas levou apensas 17 minutos para que o centroavante francês, André-Pierre Gignac, cabeceasse contra a goleira de Alisson e abrisse o placar para o time da casa. Aos 40 minutos, o melhor lance do Inter, no primeiro tempo: chute de fora da área de Valdívia obrigou o goleiro Guzmán, pego desprevenido e adiantado, a uma grande defesa de dois tempos, que quase resultou em rebote de Nilmar bem posicionado, mas o goleiro da Seleção Argentina conseguiu chegar antes e segurar a bola. No contra ataque, lambança de Geferson resultou em gol contra. O Inter sentiu e os últimos minutos mostraram a equipe colorada abatida em campo, esperando desesperadamente pelo intervalo.Na volta para o segundo tempo, já aos 4 minutos, William comete pênalti em Aquino e Rafael Sóbis, ex Inter, cobrou mal, nas mãos de Alisson. A euforia da defesa, porém, durou pouco, aos 10, o volante Arévalo Ríos ampliou, com gol de cabeça. Sem Diego Aguirre na casamata, suspenso por três jogos, o auxiliar Enrique Carrera resolveu mexer no time e Eduardo Sasha entrou no lugar de Nilmar, que estava isolado no ataque colorado e praticamente não apareceu em campo. Já na sua primeira participação, aos 14 minutos, Sasha cabeceou obrigando grande defesa de Guzmán, que precisou esticar o braço e dar um tapa com a mão para afastar a chance colorada. Nos minutos finais de partida, quando o Inter parecia nem ter mais reação, Lisandro López marca, após bom cruzamento de Sasha, e dá novo ânimo ao jogo: o colorado tinha 2 minutos mais os acréscimos para continuar sonhando com a conquista do tricampeonato sul-americano. Nos acréscimos, novo susto: o camisa 10, Gignac, marcou por cobertura, mas teve o gol anulado pelo bandeirinha que marcou falta do francês sobre Juan, na lateral do campo. Apito final: 3 x 1 para o tigre que rugiu e afugentou o sonho do tri colorado.
A noite não foi de maré vermelha. O time em campo não parecia com o Internacional que nos habituamos a ver disputar essa LA2015: com garra e em busca do resultado, mesmo que por vezes não tenha sido superior técnica ou taticamente. Parecia sim, aquela equipe sem muita vontade que disputava apenas mais 3 pontos no Campeonato Brasileiro, focada em um título internacional. O goleiro Alisson, sem dúvida, foi o melhor em campo, pelo time brasileiro, defendendo não só o pênalti, como outras investidas dos mexicanos ao longo do confronto. Pelo lado mexicano, destaque para o vice-artilheiro do último Campeonato Francês pelo Olympique de Marseille, Gignac, recém contratado pelo Tigres, já tinha mostrado muito do seu potencial no primeiro jogo pelas semifinais, mas em Monterrey ele foi matador. O meia Aquino, que sofreu o pênalti no início do segundo tempo, também foi um dos responsáveis por desequilibrar o jogo.
A disputa das finais da Taça Libertadores da América inicia na próxima quarta-feira entre Tigres e River Plate. Como os mexicanos participam do torneio sul-americano apenas como convidados, podem ser campeões, mas a vaga para a disputa do Mundial Interclubes já é dos argentinos. O Tigres disputa essa vaga pela Concacaf. E como a grande final deve ser disputada em solo sul-americano, o segundo jogo será no Estádio Monumental de Nuñez, dia 5 de agosto. As duas equipes se enfrentaram duas vezes na primeira fase. Nos confrontos do Grupo 6, dois empates: 1 x 1 e 2 x 2. Lembrando que o River se classificou em 16º lugar e passou pelo Boca Juniors, após o episódio lamentável com spray de pimenta na Bombonera.
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