quinta-feira, 21 de maio de 2015

Libertadoresando)

Com certeza uma das piores frustrações/emoções do futebol está em levar/marcar um gol nos acréscimos do segundo tempo. A figura do jogo muda em uma fração de segundos e não há tempo para recuperação do adversário, não há tempo para alterar o placar e é só comemoração do lado vencedor. E que coisa linda é uma partida de futebol.

Ontem foi assim no jogo entre Santa Fé x Internacional em Bogotá. O time da casa não foi superior a equipe colorada durante a partida, mas garantiu, no último lance do jogo, importante vantagem na briga pela vaga nas semifinais da Libertadores da América. No primeiro tempo, os ataques não foram de fato ofensivos. O Inter concluiu três vezes enquanto o Santa Fé teve uma chance ao final da primeira etapa. No segundo tempo, o time brasileiro ia segurando o empate sem gols quando em duas oportunidades os colombianos acertaram o travessão de Alisson. Diego Aguirre resolveu fazer a alteração que se esperava: Nilmar entrou no lugar de Sasha aos 23'. Logo depois, uma lambança do zagueiro Mina deixou Lisandro López com uma chance de ouro, que o argentino desperdiçou. Nilmar ainda teve a bola do jogo, mas dessa vez Mina estava lá para salvar a área colombiana e manter o 0 x 0. A altitude de 2,6 mil metros começou a cansar o colorado e o Santa Fé foi pra cima. Aguirre resolveu então recuar o time: Nico Freitas substituiu D'Alessandro, que levou cartão amarelo por reclamação ainda no início da partida, e Réver entrou no lugar de Lisandro López. E a punição veio: aos 46 minutos, em uma cobrança de escanteio, Mosquera ficou livre para cabecear e selar o placar de 1 x 0.

Com toda certeza o nome deste jogo, do lado colorado, fica por conta do técnico, Diego Aguirre, que apesar de vir de resultados favoráveis, de na maioria das vezes fazer substituições certeiras nas horas precisas e de costumeiramente montar uma equipe capaz de enfrentar os adversários com superioridade, se perdeu nessa decisão de quartas de final. Ao substituir Sasha por Nilmar, ele fez o que todos esperavam e aquilo que os torcedores pediam, o atacante ainda admitiu que estava se sentindo cansado. Até aqui estava tudo certo. Mas ao colocar Nico Freitas no lugar de D'Alessandro, Aguirre cometeu seu principal e fatal erro. O argentino ditava o meio-campo e tinha pleno controle deste, apesar de estar amarelado. D'Alessandro era o que o Inter precisava naquele momento para servir Nilmar que recém tinha entrado. E se a preocupação era o cartão, por que não colocar Alex, de mesma função e equiparável qualidade? Piorou a situação quando aos 41' Réver entrou no lugar de Lisandro López. Os brasileiros, que estavam com um bom resultado em mãos, o empate em 0 x 0, e com chances de ainda achar um gol para trazer grande vantagem para casa, com Nilmar e Valdívia, acabaram por sofrer um gol nos acréscimos.

O jogo de volta é na próxima quarta-feira, às 19h30. É decisão para lotar o Beira-Rio e empurrar o colorado, que apesar da desvantagem no resultado, tem plantel superior aos colombianos, com plena chance de ainda garantir a classificação.

A primeira rodada das quartas da Libertadores é fechada hoje com o jogo entre Guaraní x Racing, às 19h40 com transmissão da Fox Sports. E às 22h, os brasileiros entram novamente em campo. Dessa vez o Cruzeiro vai a Argentina enfrentar o River Plate. Para acompanhar: Fox Sports e SporTV. Do duelo entre Emelec x Tigres deve sair o próximo adversário de Internacional ou Santa Fé. A menos que: o Cruzeiro passe pelo River e o Inter pelo Santa Fé. O clássico brasileiro, portanto, será disputado ainda nas semifinais.




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